Anúncios do Sapo ou Adwords?

anuncios sapo A PT aliou-se recentemente aos principais grupos de media nacionais para uma rede de anúncios de texto transversal a todos os sites e publicações dos respectivos grupos.

Com esta mudança saem a ganhar os anunciantes que podem colocar anúncios em todos no sapo e nos principais sites de conteúdos portugueses através de uma única plataforma e ganham os produtores de conteúdos que dispõem de um maior leque de anunciantes e de maior controlo sobre os anúncios que publicam.

Para saber mais leia as minhas respostas no webismo e veja a notícia do anúncio.

Anúncios do Sapo ou do Google?

Não sei se é intencional, mas ocorreu-me que o posicionamento enquanto alternativa ao adwords é bastante engenhoso por parte dos anúncios do Sapo. Todavia, tal não fará grande sentido.

adwordsBasta lembrar que 94% das buscas feitas em território nacional são do Google.

E que as principais publicações nacionais estão na rede do sapo.

Corolários:

=> O anunciante que deseja anunciar nos resultados de busca não tem forma de fugir ao Adwords. O Sapo terá 5% do mercado de busca.

=> O anunciante que pretende publicar anúncios de texto contextuais junto das principais publicações nacionais terá que usar os anúncios do Sapo.

=> O anunciante que queira publicar anúncios num lote diversos de sites, incluindo blogs, publicações de nicho e outros generalistas poderá optar entre o Adwords e os anúncios do Sapo.

Sobretudo para pequenos e médios anunciantes, a escolha continua a ser muito limitada, apesar desta iniciativa da PT e dos grupos de media.

PS: Com esta concertação de vontades dos grupos de media não percebo porque, em vez de se queixarem do Google, os jornais não acabam com o Google News Portugal.

Sim, escrevi acabar; sem as notícias destes meios o Google News perde todo o interesse. Existe até um serviço externo que poderia substituir com sucesso o GNews, se os jornais o quisessem comprar (eu devia pedir uma comissão por coisas destas ;).

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Comentários

17 Respostas para “Anúncios do Sapo ou Adwords?”

  1. Manuel Lemos a February 20th, 2009 20:28

    Acho que seriam uma grande burrice do sites de imprensa nacional em proibir que o Google republique as suas notícias.

    1. O Google News é uma grande fonte de visitas para esses sites

    2. Se esses sites proibirem republicação de notícias, o Google pega notícias de outros sites que não teriam objecções, aliás até agradeceriam porque sempre receberiam mais tráfego de borla, que de outra forma seria para os sites que se recussassem. Aliás isso aconteceu noutros países. Quem se exclui, deu lugar a concorrentes. Logo foi uma ideia estúpida contra esses sites.

    Resumindo acho muita pretensão achar que alguns sites de notícias tenham o poder de “acabar” com um site que no fundo o Google fez para beneficiar sites de notícias, do qual o Google não ganha nada, até porque o Google News não tem sequer anúncios.

  2. António Dias a February 20th, 2009 21:24

    Manuel,
    comecemos pelo princípio: se o Google News não contasse com as notícias do

    • Media Capital
    • Cofina
    • Impresa
    • Sonaecom
    • Global Noticias
    • Portugal Telecom

    poderia chamar-se Google News, ou teria sequer razão de existir?

    De fora, e cito de memória, ficariam a rtp e o sol (e a rtp é parceira da Pt nos anúncios). Haveria leitores? Sim, alguns porque se foram habituando.

    E se, em vez do googlenews houvesse um serviço, disponibilizado pela pt (&folks) com as notícias de todas essas publicações. Não seria esse serviço um bom substituto para o google news? Não quer dizer que o a maior parte dos utilizadores se mudasse do google news maso gnews seria um serviço bastante desinteressante.

    (Faço notar que os media podem, por vontade própria, ser excluídos do google news e continuar a ser indexados, normalmente, pelo motor de busca.)

  3. domelhor.net a February 20th, 2009 22:30

    Anuncios do sapo ou adwords?…

  4. Manuel Lemos a February 20th, 2009 22:37

    Acredito que sim, que se esses jornais todos se excluissem do Google News, há outros sites de notícias que apesar de serem menos conhecidos, se iam aproveitar e deixariam republicar as suas notícias pelo Google News.

    Faço notar a realidade que muitos desses jornais são em grande parte meros republicadores de notícias vindas de agências noticiosas ou de outras fontes. Por isso, as notícias que eles publicam aparecem também noutros jornais menos conhecidos.

    Ao trocar uns pelos outros, ganhariam esses jornais menos conhecidos em prejuizo dos maiores que cometessem a burrice de se excluirem.

    Para além disso, acredito que as pessoas chegam ao Google News porque fazem pesquisas no Google, quer dizer fazem uma busca no google.pt e clicam no link que diz Notícias para verem só notícias.

    Certamente para essas pessoas é irrelevante em que jornal foram publicadas as notícias que buscam. Por isso se mudarem os jornais que são republicados no Google News, não vai fazer diferença quase nenhuma para os utilizadores do Google News.

    Penso que seria muita arrogância pela parte das empresas de jornais que acharem o contrário e se excluirem do Google.

    Mas sinceramente, não estou preocupado com esses jornais. Acho que sempre tiveram demasiado poder de influência sobre o povo e é sabido que muitas vezes usaram esse poder a serviço de interesses alheios ao bom jornalismo. Portanto, se eles se excluirem, talvez até nem façam falta nenhuma.

  5. António Dias a February 22nd, 2009 21:08

    Manuel, será que faria sentido manter o serviço por parte do Google, um serviço feito de jornais locais, regionais e scrappers?
    Assumes que para os visitantes do serviço é irrelevante a qualidade das fontes e para uma parte será. Para outra parte não o será e deixariam rapidamente de usar o serviço, para mais se houvesse uma alternativa de qualidade.

    A questão aqui é saber quantas dessas pessoas continuariam a utilizar o Gnews e as que o abandonariam e se isso seria suficiente para manter o projecto em funcionamento. Pode até ser que sim, o serviço está a funcionar há muito tempo, mas os utilizadores deste tipo de serviço serão mais educados (= exigentes) do que o comum internauta.

    Quando dizes que é indiferente onde muitas pessoas lêem as notícias, isso já é consequência do Google News que permite comparar as notícias. E que vai erodindo o poder das marcas dos jornais, marcas esses onde os jornais investiram muito tempo e dinheiro. É também por isso que os jornais acordaram para os blogs e media sociais, eles querem chegar directamente aos visitantes sem intermediários (ou contando com microintermediários, como somos nós, bloggers.)

  6. Manuel Lemos a February 22nd, 2009 21:39

    António, o Google não faz dinheiro directamente com este serviço, mas como não tem grandes despesas com ele porque na maior parte do tempo é o software que decide que notícias divulga, não tem porque não o manter. Creio que o serviço ajuda a melhorar a satisfação de pessoas que fazem busca de notícias no Google.

    O que me parece burrice é que esse serviço acaba por ajudar a levar mais visitas aos sites de jornais tradicionais, mas alguns desses insistem não ver as coisas dessa forma. Os que insistem nesse burrice abrirão espaços para os seus concorrentes.

    Se esses jornais de excluirem do Google News, as pessoas que fazem buscas vão poder continuar a achar notícias na busca normal, mas isso vai demorar porque a indexação de novos conteúdos não é instantânea, e para além disso o Google vai ganhar mais dinheiro porque vai exibir anúncios AdWords nas páginas da busca normal, coisa que não acontece no Google News.

    Agora para as pessoas que acham importante ler notícias de certas fontes, eles vão directamente aos sites dessas fontes, não ao Google.

    Eu não assumo que para os visitantes do Google News não é relevante a qualidade das fontes. O que te estou a dizer é que todos os jornais pegam notícias de agencias noticiosas como Lusa, Reuters, etc.. e republicam. Uma grande parte dos casos o que eles fazem é reescrever a notícia, mas o conteúdo é o mesmo. Não me parece que isso é que faça a diferença de qualidade entre os jornais.

  7. António Dias a February 23rd, 2009 17:52

    Manuel,

    - a indexação pelo Google é extremamente rápida. Este blog teve entradas indexadas no Google em menos de meia hora e sites com maior tráfego têm-nas em 10 minutos;
    - as visitas do GoogleNews são um presente envenenado. Se o Google news não existisse as pessoas usariam de outros meios para chegar aos jornais. O GoogleNews está desta forma a intrometer-se no processo (e sim, cria valor, mas isso vai para lá do que importa para os jornais). Ao colocar os jornais todos ao mesmo nível está a diluir-lhes a marca e a atenuar o efeito directo dos jornais sobre os “seus” leitores.
    - O Google News sem os principais jornais seria viável porque o seu custo monetário seria ridículo mas o seu custo em termos de imagem seria bastante maior para o google, assumindo que os resultados eram pobres.

  8. Manuel Lemos a February 23rd, 2009 23:07

    António, de certa forma estás a concordar comigo que as empresas dos jornais tradicionais não percebem nada de Internet.

    A verdade é que se o Google News não existisse, as pessoas faziam como antes que era fazer busca pelas notícias que lhe interessam no próprio Google.

    Não é o Google que está a diluir a marca dos jornais, mas sim a ignorância e de certa forma arrogância das empresas de jornais que os está tornar obsoletos e incapazes de se adaptar à nova realidade dos utilizadores que cada vez mais usam Internet e menos jornais, rádio, televisão, etc..

    Em contraste o Google oferece rapidez e conveniência na forma como oferece acesso à informação que interessa para os utilizadores. Por isso muitos utilizadores estão-se perfeitamente nas tintas para as marcas dos jornais.

    Isto não é apenas a minha opinião. Por exemplo o Marc Andreesen (fundador do Netscape) deu agora uma entrevista a explicar como as empresas jornais estão obsoletos por não saber como melhor investir na Internet. Vê isto.

    http://www.charlierose.com/view/clip/10096

  9. PedroF a February 25th, 2009 2:49

    António,
    expliquei-me no ContraFactos :))
    Abs

  10. António Dias a February 25th, 2009 22:18

    Obrigado Pedro.

    Para quem quiser ler: O Google e os cágados
    (premir ctrl enquanto clica no link para abrir em nova tab ou janela, consoante as pré-definições do seu browser.)

  11. António Dias a February 25th, 2009 22:22

    Manuel,

    desde quando é que as pessoas buscam notícias no Google? Não, antes do Google News. Quanto à rapidez do Google - por alguma coisa se fala na ameaça Twitter, a busca em tempo real. Eventualmente o Google vai acabar por assimilar ou o serviço ou as suas funcionalidades.

    Quanto aos jornais estarem obsoletos, perfeitamente de acordo. Mas estão a acordar, alguns tarde, não têm outra alternativa.

  12. Manuel Lemos a February 26th, 2009 2:22

    António, não posso falar por todas as pessoas, mas eu quando quero buscar notícias sobre assuntos que me interessam, nem sequer abro a página do Google, vou na barra de busca do Firefox e digito as palavras chave. O browser abre uma página de resultados de busca normal do Google.

    Por exemplo, agora mesmo soube que o criador do MySQL criou um fork. Digitei MySQL fork e pronto, lá está um monte de páginas de sites sobre o assunto.

    Excusado seria dizer que no google.pt, nada aparece sobre o assunto quando busco por mysql. Sabes porquê?

    Porque os jornais nacionais agregado se viram a notícia sobre nos feeds das agência noticiosas que usam (Reuters, Lusa, etc..) não lhe deram relevância. Concluo que eu não me insiro no que eles definem como público alvo dado que não visaram interesses como os meus.

    Agora sabes como soube do fork do MySQL imediatamente? Não foi no Twitter porque eu não tenho tempo para perder com isso. Foi numa busca registada no Google sob termos de assuntos que me interessam, no caso PHP. Recebi logo um e-mail apontando para um site sobre o assunto.

    Sobre o Twitter, vejo como uma versão Web do IRC ou mesmo dos programas de IM. É bom para espalhar boatos. Acho uma moda engraçada, mais ainda que vejo pessoas o dia inteiro penduradas naquilo em vez de fazerem o trabalho que deviam fazer nos seus empregos. Não tarda muito o Twitter entra para a lista negra de sites bloqueado por muitas empresas aos seus funcionários.

    O Google comprou o Jaiku, concorrente do Twitter, mas acho que aquilo não teve adesão que pretendia para justificar o investimento e já se livraram daquilo.

  13. António Dias a February 26th, 2009 18:47

    Parece-me que te estás a esquecer que o comum internauta tem muito pouco a ver com os teus hábitos que descreves. É que não tem nada a ver, como dizes não fazes parte do público alvo.

    Eu não sei se o Twitter vai ter sucesso ou não, mas vejo-o como uma funcionalidade que vai alterar a forma como buscamos - e como tu recebes as tuas actualizações.

    Btw, o google anunciou ontem anúncios no google news. Não que faça grande diferença.

  14. Anúncios no Google News - Marketing de Busca e SEO a February 26th, 2009 19:01

    [...] e tsmbém um convite para participar da animada discussão nos comentários da última entrada: Anúncios do sapo ou adwords. Se gostou desta entrada subscreva o Marketing de Busca e SEO por RSS ou directamente para o seu [...]

  15. Manuel Lemos a February 27th, 2009 7:21

    António, eu não me estou a esquecer dos hábitos mais comuns dos utilizadores porque na verdade nem sei se é possível definir o que é ou não é comum. Eu apenas estou a dar o meu ponto de vista.

    Eu interesso-me por notícias sobre assuntos especificos relacionados ao meu cotidiano como todas as pessoas. Quando quero saber mais sobre um assunto ou notícia, vou primeiro à busca do Google normal, não ao Google News nem ao sites de notícias.

    Por vezes vou ao Google News lembrado pelo facto de que existe um link para lá nas páginas de resultados do Google.

    Acredito que seja o que a maioria das pessoas faz, mas realmente não tenho como comprovar isso. Estou apenas a usar o bom senso.

    Em relação ao Twitter vejo pessoas a usar aquilo para extravazar o que lhes vai na alma e chamar a atenção para eles mesmo muitas vezes por motivos egocêntricos, assim como blogs pessoais. Vejo muitas pessoas a gastar demasiado tempo com aquilo, por vezes subtraindo do tempo de expediente que deveriam estar a trabalhar nos seus empregos, mas estão-se a distrair com o Twitter e a queimar tempo pago pelas empresas onde trabalham.

    Tenho 2 contas no Twitter. Uma só para divulgar conteúdo do meu site, e outra só para fazer perguntas ao Matt Cutts porque é a única forma que ele se dispõem a responder perguntas de comuns mortais. Não uso o Twitter para me distrair. Nem me poderia dar ao luxo de gastar tempo a me distrair com o Twitter porque o meu patrão sou eu, e eu acho que qualquer uso maior do que eu faço com o Twitter seria uma perda de tempo para a minha empresa.

    Acho que o Twitter já é um grande sucesso por ser um meio que muitas pessoas usam para se distrair. Só não sei como poderia ser rentabilizado. Talvez ninguém saiba. Talvez a ideia seja mesmo vender ao Google por um balúrdio, como foi com o YouTube, como alegam o John Battelle e outros. Boa sorte para eles.

    Em relação à publicidade no Google News, isso agora muda tudo porque acabou-se o argumento de que o Google não ganha nada à custa do conteúdo gerado por outros. É capaz de dar uma briga interessante.

    Não ficaria surpreso se os jornais mais conhecidos (leia-se mais arrogantes) exijam a exclusão do conteúdo deles ou gerem processos contra o Google.

    Nesse caso, seria interessante que o Google fosse buscar as notícias directo às fontes, aliás como fazem os jornais, ou seja à Lusa, Reuters, France Press, etc.. e também a jornais que não sejam arrogantes e não queiram se excluir do Google News, mesmo que o Google dividisse lucros da publicidade para republicar esse conteúdo.

    Já comprei bilhetes na fila da frente para assistir a essa briga! ;-)

  16. Filipe M. a March 9th, 2009 19:16

    Está-me a escapar algo?

    Os anúncios desta malta são contextuais, como os do Google?

    Eu vejo no site que sim, *mas* para pesquisas. E mesmo para essas, bah…

    Pesquisei por batatas no Correio da Manhã (Cofina), recebi anúncios que não falavam de batatas.

    A frontpage do Público (Sonaecom) neste momento apresenta-me vídeos de sexo, produtos para aumentar o meu pénis e ao mesmo tempo diz-me que o comando é meo.

    Dei uma vista pelos outros meios e não encontrei vestígios de contextualidade, só de “textualidade”.

    Ora:
    Anúncios Google = dentro do contexto = sucesso
    Anúncios Sapo = fora do contexto = desempenho igual a todos os outros anúncios, indiferença?

    Entendo isto mais como a promoção da página dos classificados à primeira liga e não como uma ferramenta que complementa ou combate os anúncios do Google.

    Mas talvez tenha percebido isto tudo ao contrário… não seria a primeira nem a última vez! :)

  17. António Dias a March 9th, 2009 19:45

    @Filipe M. -
    Bem observado Filipe. É tudo uma questão de posicionamento, haverá quem compre peixe dessa banca.
    Para mim não existe alternativa ao Google.

    Infelizmente.

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