Como não fazer cybersquatting
Aparentemente, Manuela Ferreira Leite “tem” um site, a correr em wordpress, com anúncios do Google e banners afiliados:

Acontece que o site (www.ferreiraleite.com) não é de Manuela Ferreira Leite: se os anúncios e banners não fossem pista suficiente, a leitura de artigos como “Agostinho Branquinho anuncia apoio a Pedro Passos Coelho“, raspados de sites de informação deveria tirar quaisquer dúvidas aos que conhecem os meandros da internet.
Este não é um caso único, vários outros domínios foram registados em nome dos candidatos às directas do PSD por diversas pessoas, algumas das quais com direitos legítimos.
Destaco o caso desta página porque o squatter já terá conseguido links suficientes de bloggers equivocados para justificar o investimento. Pelo caminho cometeu três erros que provavelmente vão passar impunes mas lhe poderiam custar caro:
- Em vez de esperar pelo equívoco, o proprietário promoveu activamente o site como sendo da candidatura no mesmo dia em que o registou. Este comentário foi colocado no Blasfémias às 10 da manhã do dia em que o domínio foi registado. No comentário o autor, “Frit”, promove o site como sendo da candidatura. Chama-se a isto fraude e vem no código penal…
- O site é alimentado por artigos copiados de orgãos de informação. O que acima citei foi colhido no Público. As fontes são citadas, mas sem link. Usar artigos de terceiros para alimentar páginas de publicidade é ilegal; sugerir ou dar a entender que a candidata o possa a estar a fazer constitui dolo.
- Não é lá muito inteligente usar links afiliados com o nosso nome de utilizador e muito menos se revelam a nossa identidade (que é omissa no site ou no whois):
hostmonster.com/track/ruidamasio/XPTO
Registar domínios com nomes de personalidades públicas é uma prática questionável mas habitual lá fora. Em Portugal o mercado é bastante mais pequeno e duvido que haja espaço para mais do que 2 ou 3 destes domínios. É também uma questão sensível por questões culturais: é o nosso nome e muitos reagem emocionalmente ao vê-lo registado por terceiros. Não quero com isso dizer que vão a correr pagar um resgate de dezenas ou centenas de euros para o comprar. Pelo contrário, os euros vão mais depressa parar aos bolsos de advogados…
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9 Respostas para “Como não fazer cybersquatting”
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Como não fazer cybersquatting…
Aparentemente, Manuela Ferreira Leite “tem” um site, a correr em wordpress, com anúncios do Google e banners afiliados:…
mas mais engraçado foi com o que aconteceu à Paula Bobone.
Notícia do C.M.: http://www.correiodamanha.pt/Noticia.aspx……….
“Houve uma grande bronca porque fui à televisão [ao programa ‘Praça da Alegria’, da RTP 1] dizer que ia sair o meu site: paulabobone.com. O que me foi acontecer! Houve um tipo que foi registar este nome e depois pediu-me mil euros para o vender.”
Para o advogado especialista em Direito da Internet, Manuel Lopes Rocha, este caso tem solução. Paula Bobone “pode, através de um dos tribunais arbitrais, que trata de casos no domínio ‘ponto com’ [.com] alegar que ela é uma celebridade portuguesa e que o sr. Eduardo Rocha não tem qualquer legitimidade para usar o seu nome”.
De facto isto há com cada uma. Geralmente o registo de nomes pessoais tem sempre grande impacto a vários níveis.
Há muitos profissionais que se dedicam a analisar jovens promessas de várias áreas, como por exemplo o desporto, para comprarem os seus domínios próprios e depois venderem-nos por somas consideráveis.
Se é legitimo ou não, o que é certo é que existe e funciona.
Até Já.
Caro António
Repare agora no título do blog…
“Content scrapping”, se fosse devidamente punido, em Portugal já tinha dado muito que falar.
Essa dos links de afiliados é do mais idiota que se pode fazer, mas enfim, sempre deu para uma valente gargalhada.
Cumprimentos
Parece que já aprendeu alguma coisa
De facto, Paulo, isso é comum lá fora onde uma marca pessoal forte e um bom domínio podem valer milhares. Por cá somos pobrezinhos e há a questão cultural. Os americanos são muito mais pragmáticos e analisam a coisa pelo menor custo. Nós preferimos mandar uma cartinha pelo advogado (50 x mais caro) do que negociar com o “ladrão sem escrúpulos”. É o que temos…
Se eu fosse de fazer cybersquatting seria pro-activo e adoptava uma certa estratégia (estava para escrever aqui um exemplo de um email mas é melhor não o fazer
)
Concordo António. Eu próprio tenho alguns domínios de pessoas na área do desporto, embora o meu objectivo não seja utilizá-los como esse “Sr.” o fez no exemplo que colocaste. A ideia é mantê-los parqueados e em cativeiro, até chegar a oportunidade ideal.
Até Já!
“Sr.”
ah, tenho uma coisa por eufemismos…
Obrigado.
[...] tendo sido suspenso logo a 1 de Junho). Ainda a propósito desta campanha interna partidária, dava que falar o “falso blogue” em nome de Manuela Ferreira Leite, a candidata que viria a vencer essas [...]