Compra de links, uma actividade cada vez mais arriscada
Uma das raras vantagens da localização periférica é poder observar o decorre no centro e antecipar o que se vai passar no nosso mercado. A fazer fé no que se passa no Reino Unido, até ao final do ano haverá por aí penalizações e perdas de rankings pela compra e venda de links.
Recentemente, Matt Cutts confirmou no blog de DaveN uma penalidade associada à venda de links no passado. Se percebi correctamente, os links já não existem na página em questão, apenas o webmaster em questão não tinha ainda submetido um pedido de reinclusão ao Google.
O site paga agora pelos erros do passado, que entretanto corrigiu: à medida que o Google ganha quota de mercado e vai impondo a sua política aos webmasters o seu músculo é cada vez menos tolerante.
Noutro caso, o GoCompare.co.uk, um site do competitivo sector dos seguros foi penalizado em Janeiro pela compra de links e regressou ao fim de dois meses, após ter limpo o seu perfil de links.
Depois de ter posto em sentido os webmasters de sites mais pequenos o Google parece agora querer moralizar sectores mais competitivos e nos quais é praticamente impossível competir nos SERPS sem comprar links.
Se eu fosse ao Google faria do seguinte modo: escolheria a dedo um dos sites do sector melhor posicionados para conquistar os lugares cimeiros, de acordo com o algoritmo. Penalizava-o nos resultados.
Assim que o site se limpasse fazia-o regressar aos resultados para de seguida penalizar outro. Repetir até que o ambiente fosse favorável ou vários dos sites voluntariamente limpassem o seu perfil, para então excluir/penalizar todos os restantes compradores de links…
A imagem ao lado é, não de um anúncio adsense, mas uma inteligente manobra para vender links. Ou era; na internet também as melhores ideias têm vida curta.
Comentários
3 Respostas para “Compra de links, uma actividade cada vez mais arriscada”
Deixe uma Resposta












[…] Compra de links, uma actividade cada vez mais arriscada - Pensa duas vezes, antes de comprares um […]
Acho que é uma medida natural, apesar de pecar por tardia.
Se não houvesse intervenção humana muitos sites ditos de referência teríam o google à perna! (lembro-me por exemplo o New York Times, entre outros…)
O Dave Naylor é uma boa “referência”
Cumprimentos
[…] um site vendedor com grande autoridade (e visibilidade) e compradores em sectores sem grande moralidade - onde “toda a gente que é gente” compra […]