Comprar e vender links
A venda e compra de links é uma actividade destinada a criar valor à custa dos algoritmos dos motores de busca. A equação é, aparentemente, simples: o comprador recebe um link à medida das suas necessidades para subir nos rankings dos motores de busca, o vendedor recebe uma compensação financeira. Normalmente a operação envolve intermediários que actuam no sentido de ajustar a oferta à procura e reduzir os custos de transacção.
Estes intermediários sofreram recentemente um abanão com a já famosa entrada de Matt Cutts “how to report paid links” que abriu oficialmente a caça ao link pago, com um poderoso incentivo à delação: concorrentes podem desta forma afectar os rankings dos rivais apontando a dedo possíveis links pagos. Mais tarde o Google viria a confirmar que relatos autenticados através da consola de webmasters são investigados individualmente ao mesmo tempo que a empresa desenvolve ferramentas de detecção semi-automatizadas - a formulação é do Google.
Eri Enge publicou recentemente uma lista com 15 métodos de detecção de links pagos, que poderão ser utilizados pelos motores de busca. Alguns são bastante óbvios, como a presença do link em todas as páginas de um site, a (falta de) relevância para o tema do site em questão, o link estar acompanhado por links para sites não relacionados, ou a localização dos links na página. Eu acrescentaria a esta lista links com texto-âncora repetido ao longo de diveros sites e à medida das necessidades do cliente.
Para os motores de busca os links pagos desvirtuam os seus rankings e, em conjunto com outras técnicas colocam em causa a validade dos resultados que apresentam aos internautas. Daí se compreenda o esforço público do Google para diminuir o valor associado a esta prática, aumentando a incerteza e as penalizações para webmasters e compradores.
Para o comprador o risco aqui é o de pagar por links sem valor. Um risco modesto, se tivermos em atenção que deitar dinheiro fora é o equivalente de muitos ofertas, patrocínios, listagens que todos os dias chegam às mãos dos decisores das empresas. Contrariamente, ao que algumas mentes brilhantes no SEO puseram de imediato a circular aquando da abertura de caça ao link pago, estes links não podem ser usados para desvalorizar os compradores (ou terceiros) nos rankings dos motores de busca. Era comprar um fartote de links para todos os rivais, denunciar ao Google e o primeiro lugar já cá cantava…
O vendedor é quem fica com o grosso do risco - pelo menos aqueles que se importam com os seus rankings e os seus links. A capacidade do site vendedor para transmitir valor através de links poderá ser afectada, se não mesmo totalmente inibida e os seus rankings poderão ser afectados (não vi esta informação confirmada). E o pior é que não há maneira de confirmar as penalizações oficialmente junto do Google ou de outros motores de busca, faz parte do jogo. A saída possível é remover os links pagos e fazer a própria denúncia junto dos motores de busca.
Especulando um pouco e com base nas minhas observações em sites e blogs, parece-me evidente que a compra de links junto de intermediários especializados como o text link ads é compensada com subidas nos rankings no curto prazo. Já para quem optimiza com um horizonte temporal mais longo a probabilidade de estes links industriais produzirem valor é bastante reduzida, se bem que as empresas vendedores se esforcem por manter à frente dos motores de busca. Nesse caso a melhor opção de investimento - e longe de mim sugerir a compra de links, será a compra directa sem intermediários a sites escolhidos a dedo e com 1001 precauções (ver métodos de detecção sugeridos acima…) ou, através de um agente que demonstre conhecer bem o funcionamento do mercado.
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Do meu Ponto de Vista, um dos principais problemas do “text link ads” é o fato de você precisar pagar para depois usar o serviço, além de ser muito caro o serviço….