O custo do feed parcial
Na votação recolhida na entrada feed parcial quase 3/4 dos votantes indicam preferência absoluta por feeds completos. Dos restantes, a maioria prefere-os completos mas não se importa com os feeds parciais e apenas um leitor demonstrou preferência por feeds parciais.
Duas possíveis explicações se oferecem para estes resultados:
- A audiência deste blog e do PG demonstra uma preferência excepcional por feeds completos, ou aqueles que se importam realmente com feeds parciais encontraram motivações para votar que não foram correspondidas pelos que lhes são indiferentes, pelo que os resultados não poderão ser generalizados.
- Há uma forte preferência entre os leitores por feed completo, quem opta por feed parcial arrisca-se a perder leitores e visitantes a médio prazo bem como influência junto dos seus pares. No curto prazo é provável que receba mais visitantes.
Eu voto na segunda explicação, ainda que convicto de que para uma audiência não-tech o custo será menor.
June 23, 2007 | Publicado em Blogs
Comentários
6 Respostas para “O custo do feed parcial”
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Bem, admito que sou o único leitor que votou preferir o feedparcial
A explicação para mim é simples: actualmente sou “assinante” de mais de 70 feeds, e naturalmente não tenho tempo para lê-las todas. O que acontece é que utilizando dois feed readers (bloglines e google destktop) leio apenas as gordas e a parte parcial e, se realmente me interessar sobre o que o blogger está a escrever aí sim clico no post e não me importa rigorosamente lê-lo directamente no site. Feeds totais torna-se para mim impossível e desmotivante assinar a feed. Já para não falar na impossibilidade não comentar o post, como foi o caso neste momento
Abraço e contínua o excelente trabalho!
70? Isso não é nada, Luís
Conheço mal GReader mas no bloglines há a possibilidade de receber apenas os excertos (assim como só os títulos) e com um pouco de sorte esta solução poderá ser adoptada por outros agregadores.
Como o leitor Marco referiu na entrada inicial também se pode emitir diferentes feeds, mas issos dá trabalho se não for uma opção default do software, ou o Feedburner ou outro qualquer intermediário a fazê-lo.
A minha esperança é de que muitos bloggers liguem a esta argumentação diminuindo desta forma as possibilidades de escolha para os consumidores (é isto o que eu faço.
)
Não quero fazer disto um daqueles concursos tipicamente masculinos. Mas tenho 164 subscrições no google reader. O segredo para as ir lendo e encontrar algo de interessante no meio de tanto ruído são as teclas de atalho.
Mas vinha colocar o comentário por outra razão. Reparei que a revista Meios&Publicidade agr tem feed rss. Alguém me faz o favor de os remeter para estes tópicos ? Já se tem falado bastante sobre o tema, mas eles devem preferir o potencial de pageviews que os subscritores têm.
No fundo até percebo a escolha, visto ser um projecto comercial. À superficie sou o primeiro a dizer que a longo prazo ganhavam mais em difundir tudo via RSS.
Bruno, conheces algum site de “Media tradicional” que não faça isso? Eu não.
Mais do que comercial vs amador, simplificação grosseira, parece-me que a distinção se faz entre media institucionais e os novos formatos.
Seria interessante ver o que acontece se um site de noticias começasse a publicar feed completo…
Concordo com António Dias, você está mais que certo.
Um site vive de estatísticas, não há como colocar um feed completo. Imagine se um site de notícias Tipo BBC, G1 e etc colocassem feeds completos, ninguém iria acessar. A marca( G1, BBC) iria ficar valorizada e conhecida pela qualidade do serviço, mas para eles não interessa a marca e sim as visitas, pois geram estatísticas e é isto que sustenta o site.
Se fosse um site que tivesse um produto para vender, aí sim, o que interessava é o cliente ver a marca e não o site, pois o site é um vetor para a venda de produtos.
Um site não vive necessariamente de page views. Pode ter como objectivo levar o conteúdo ao maior número possível de pessoas. E nesse caso os subscritores da feed, links externos e outras métricas são mais importantes do que as pageviews. Em extremo, e no caso de sites programados em Ajax: as pageviews não valem para nada.
Por exemplo, no gmail as impressões de paginas não reflectem de modo fiável o tempo que passamos a ler e a responder a emails.