Eu, agressor, me confesso
Assim de repente, vêm-me à memória a Vodafone, a Superbock e o AEIOU, distintas marcas que neste blog “maltratei”.
A Raquel fez-me chegar esta palermice à minha caixa de correio:
“As marcas estão agora mais expostas a ataques provenientes de blogues. Explicamos, num tema destacado na capa desta semana do M&P, que através de uma boa gestão, as marcas poderão tirar dividendos.”
Isto é o mesmo que dizer que as marcas têm de se defender dos seus clientes, como escreve o Paulo. É não perceber que a marca surge agora como manifestação das experiências com os produtos e serviços.
Deixo algumas sugestões para destaques futuros na M&P, que na linha do raciocínio subjacente, me parece perfeitamente legítimos:
- Como defender as marcas das agências de publicidade.
- Como defender as marcas do departamento de marketing.
- Como defender a Meios & Publicidade dos títulos imbecis.
Adenda: A capa alternativa da Meios & Publicidade enviada pelo dissidentex:

Comentários
8 Respostas para “Eu, agressor, me confesso”
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LOL … Acho que as sugestões que faz de titulos são interessantes. Como marketeer gosto especialmente da segunda :-). Reservo uma opinião mais completa quando ler o resto do artigo mas na verdade pelo título começaram mal …
António seu terrorista!
A maltratares marcas indefesas, como se o consumidor agora pudesse dizer aquilo que lhe apetece… Isto dos blogs é uma vergonha.
Infelizmente acho que não vou conseguir deitar as mãos a esta edição da Meios, pelo que se depois me puderes enviar um resumo via mail agradeço.
Abraço
LOL! Bom texto, António. Boa síntese, Bruno.
Ontem ouvi um ex-ministro na televisão a dizer que tinha “ido aos blogues” e era tudo uma pouca vergonha. No caso que descreveu até era (uma súcia de fdp com ataques ad hominem em vez de argumentos). Mas aquilo levou-me a pensar que os blogues (os que queiram, evidentemente, lá vou ser acusado outra vez de querer “mandar” pelos meus trolls de estimação) têm de pensar em proteger-se de ministros, ex-ministros, e acima de tudo de marcas e empresas que lhes movem ataques sinistros baseados em pressupostos de pura ignorância.
António: As pessoas que fazem esta revista não primam especialmente pela inteligência.
Contudo, aqui excederam-se, baixando mais um patamar.
O objectivo deve ser o de se excederem no trabalho mental de se tornarem um gigantesco berbequim psicológico que perfura até ao fundo baixando sempre mais e mais o fundo.
Deve ser a mission staement desta revista: baixar o fundo de qualidade que tem e que já é baixo…
As marcas estão mais expostas a ataques vindos de Blogs??
Então e quando as marcas arranjam avençados para se promoverem à conta dos blogs e da audiência dos mesmos?
Aí não se queixam?
Querem ter o bolo na mão e comê-lo ao mesmo tempo?
Ora vão tomar banho ao Tejo…
A propósito de títulos: o deste post é muito bom.
“As marcas estão agora mais expostas a ataques provenientes de blogues”
Somos todos uns terroristas! Valha-me Deus quanta estupidez…
Uma revista de marketing que não percebe rigorosamente nada acerca da importância dos blogs numa “sociedade virtual”, nem sequer devería existir.
A M&P demonstra que afinal é mais uma revistinha de e para engravatadinhos teóricos que vivem presos a conceitos de marketing do tempo da uva mijona.
Cumprimentos e parabéns pelo artigo caro António
Bem me parecia que o segundo título que sugeri não era muito original
[...] Outra questão em discussão foi a forma como defender as marcas face a ataques provenientes de blogues, que fez capa de edição da Meios & Publicidade, com réplicas de Paulo Querido e António Dias. [...]