Link Bait a qualquer custo?
Seria uma cacha de sonho para qualquer orgão de informação que se preze por ser a fonte de notÃcias deste tipo: um puto de 13 anos usa o cartão de crédito do pai para mandar vir prostitutas e entretém-nas a jogar Xbox. O artigo, com todos os ingredientes de uma boa história viral, rapidamente chegou ao Sun e até à Fox News UK (vÃdeo em baixo).
No mundo virtual, ser a fonte de uma notÃcias destas pode representar milhares de visitas ao site - meio milhão neste caso. Melhor ainda, dezenas ou centenas de links que podem fazer subir as páginas do site nos resultados dos motores de busca. Existem técnicas de link bait precisamente para isto: pegar numa página ou artigo e promovê-la de forma a conquistar links. Na minha contagem 3600 e muitos links é efectivamente uma peça de link building viral.
Acontece que o puto nunca mandou vir as ditas, muito menos jogou Halo com elas. A notÃcia é falsa, admitiu-o o autor (a entrada foi entretanto apagada). Não foi a primeira peça de link bait obviamente fabricada nem será a última, embora esta confissão possa ter um custo para o seu cliente.
Deixo para os jornalistas a discussão sobre a verificação das fontes: obviamente que alguém na cadeia deixou o trabalho por fazer. Mas até que ponto é legÃtimo fabricar este tipo de histórias e colocá-las numa secção de um site onde historicamente foram apresentadas notÃcias verosÃmeis sem qualquer sinalização aos leitores?
O impacto da notÃcia seria provavelmente nulo se os leitores a soubessem falsa.
Se a maior parte dos cibernautas já se ressente, injustamente a meu ver, deste tipo de tácticas, porquê pregar mais uns pregos no caixão? Obviamente que não é o caixão de quem cria estas notÃcias, antes o da credibilidade da comunidade do marketing online. Há um dito “Não acredite em tudo o que lê na internet”? Será que doravante deveremos também desconfiar?
Comentários
13 Respostas para “Link Bait a qualquer custo?”
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sim é o próprio do ser humano de e o lado negativo da inteligência nos aprendemos com o tempo a ter algum receio do que se se pode ler nos jornais e ainda mais na televisão convém de juntar agora a internet onde o perigo é ainda maior visto que não existe nenhum tipo controlo nem responsabilidade.
A história no money.co.uk:
“A 13 year old boy from Texas is convicted of fraud after using his Father’s credit cards to hire escorts.
A 13 year old from Texas who stole his Dad’s credit card and ordered two hookers from an escort agency, has today been convicted of fraud and given a three year community order.
Ralph Hardy, a 13 year old from Newark, Texas confessed to ordering an extra credit card from his father’s existing credit card company, and took his friends on a $30,000 spending spree, culminating in playing “Halo” on an Xbox with a couple of hookers in a Texas motel.
The credit card company involved said it was regular practice to send extra credit cards out as long as all security questions are answered.
The escort girls who were released without charge, told the arresting officers something was up when the kids said they would rather play Xbox than get down to business.
Police said they were alerted to the motel by a concerned delivery clerk, whom after delivering supplies of Dr Pepper, Fritos and Oreos had been asked by the kids where they could score some chicks and were willing to pay. They explained they had just made a big score at a “World of Warcraft” tournament and wanted to get some relaxation. On noting the boys age the delivery clerk informed the authorities.
When police arrived at the motel they found $3,000 in cash, numerous electronic gadgets, an Xbox video console with numerous games, and the two local escort girls.
Ralph had reportedly told police that his father wouldn’t mind, as it was his birthday last week and he had forgot to get him a present. The father, a lawyer said he had been too busy, but would take him on a surprise trip to Disneyland instead.
Asked why he ordered two escorts, Ralph said he thought it was the thing to do when you win a “World of Warcraft” tournament. They told the suspicious working girls they were people of restricted growth working with a traveling circus, and as State law does not allow those with disabilities to be discriminated against they had no right to refuse them.
The $1,000 a night girls sensing something up played “Halo” on the Xbox with the kids, instead of selling their sexual services.
Ralph’s ambition is to one day become a politician.”
Um verdadeiro Link Bait não haja dúvidas.
Foi pena foi ter durado tão pouco. Na realidade acho que em vez de se tornar um Link Bait, na verdade acabou por tornar-se num grande passo em falso. Tal como aconteceu com o Joel Comm e a sua “trafulhiçe” com o eBook, a verdade é que o “crime” não compensa.
Hum… Sempre que ouço (ou leio) que o crime não compensa, penso que se trata de auto-piedade.
Este caso foi desmascarado porque o autor se chibou — e quantos passam indetectados?
Se temos uma noção da economia substerrânea, porque não devemos ter uma da criminalidade subterrânea — aquela que torna o dito popular numa piedosa treta?
O crime é imoral, nisso acredito.
Indo ao caso: o linkbait é imoral e encerra um potencial destruidor que, contudo, está por provar na sua extensão.
Agora, o linkbait deve ser elevado à categoria de crime?
Não sei. Sei que o linkbait compensou já milhares e milhares de autores e não descompensou nem uma dúzia.
Note-se que não faço nem a apologia nem a defesa nem a apologia dessa técnica. Aos meus olhos, quem a pratica não sai bem. Mas isso é aos meus olhos.
Realmente… um grande link bait. Mas feito com alguma piada!
Este é um claro fenómeno revelador da falta de entendimento de alguns sistemas. Depois queixem-se das blakclists…
Link Bait a qualquer custo?…
O artigo, com todos os ingredientes de uma boa história viral, rapidamente chegou ao Sun e até à Fox News UK (vÃdeo em baixo)….
Olá António!
Sempre ouvi dizer que mentir é feio!
Um abraço,
Paulo Freixinho
Obirgado a todos pelos comentários instrutivos.
CJT, importavas-te de desenvolver essa última frase. Tenho uma ideia do que possas querer dizer, mas gostava de o ouvir de ti.
PauloQ, o teu comentário fez-me ver o que um tópico no Sphinn e comentários em n outros blogs não conseguiram: o outro lado da questão. Mas quando dizes “Sei que o linkbait compensou já milhares e milhares de autores e não descompensou nem uma dúzia.” parece-me que estás a passar por cima dos custos que acabam por desaguar no leito da comunidade online: o descrédito colectivo e o dar razão aos Pachecos deste mundo que querem determinar o que é credÃvel/de interesse do alto da sua poltrona.
É uma outra forma de poluição: benefÃcios privados, custos públicos.
António, não estou a dar razão a ninguém e muito menos a incultos. E… a poluição é praticamente toda isso, benefÃcios privados, custos públicos
É claro que o linkbait contribui para a sujidade do ambiente. Mas o seu poder destrutivo não estará a ser sobreavaliado? O spam (refiro-me ao de e-mail) na minha opinião é uma praga pior.
“É claro que o linkbait contribui para a sujidade do ambiente.”
Cruzes, canhoto, a mim não me apanharão em blasfémia. É claro que não posso concordar com isso, a não ser que te refiras a este tipo especÃfico de link bait. Não acho que tenhas dado razão aos incultos, apenas que me abriste os olhos para o outro lado da questão.
@ António:
Estou a falar das recentes \”listas negras\” de relações públicas feitas por jornalistas e bloggers, que as têm publicado.
Referindo-me especialmente aos bloggers, estas listas são feitas graças ao auntêntico spam de empresas de comunicação e de relações públicas que, porque não entendem que não podem estar a fazer link baits e e-mails massivos a bloggers, apanham com o ricochete.
Remeto-te para a discussão que está em curso no \”Relações Públicas\” do Bruno Amaral e para o que anda pelo \”It\’s Not About You\”, da Lift, do Miguel Albano.
Links a visitar:
http://www.google.com/search?num=50&hl=pt-PT&safe=off&pwst=1&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=blacklist+pr&spell=1
http://notaboutyou.lift.com.pt/2008/05/a-lista-de-gina-os-prs-e-os-rss/
http://www.pr-squared.com/2008/05/open_letter_to_gina_trapani_of.html
http://www.briansolis.com/2008/05/making-mistakes-and-amends-in-blogger.html
http://www.prweekus.com/PR-blacklist-wont-fix-imperfect-system/article/110084/
http://prspammers.pbwiki.com/FrontPage
http://www.longtail.com/the_long_tail/2007/10/sorry-pr-people.html
http://twitter.com/ginatrapani/statuses/807428316
…entre muitos outros.
Em tom de complemento, sugiro a leitura dos comentários deixados ao post do Miguel Albano, o que poderá ajudar a aclarar as coisas.
@ Paulo:
Pois, mas não esqueças aquela coisa da credibilidade da blogoesfera. Claro que não falo dos blogues particulares ou de meia dúzia que são rapidamente eliminados das listas de leitura. Falo dos que são, indubitavelmente, opinion makers e que, como qualquer outro, também caem na esparrela…
Mas isto é das tais conversas sem fim… a dos direitos e deveres que não existem, que não têm de existir, que não hão-de existir.
E passamos ao costume: a auto-regulação. Enquanto exista.
Abraços,
CJT
[...] quem diga que link bait (isco, engodo de links) é um nome horrÃvel, se bem que por vezes bem faça por o merecer. A ideia subjacente é meritória: publicar histórias que valham a pena ser partilhadas*. [...]