Linkbait bem feito
Há muito quem diga que link bait (isco, engodo de links) é um nome horrível, se bem que por vezes bem faça por o merecer. A ideia subjacente é meritória: publicar histórias que valham a pena ser partilhadas*. Promovê-las para que as pessoas as vejam. Facilitar a sua partilha (não foi à toa que o plugin que eu me interessei por localizar se chama “partilhar esta entrada.”)
Uma forma de conseguir links é apresentar a informação num formato que os utilizadores a possam facilmente partilhar: widgets, por exemplo.
O leitor gostaria de partilhar no seu blog a extraordinária “competitividade” nos preços praticados pelas três maiores petrolíferas? O Mais Gasolina tem um widget para si:
[Leitores de feed/PGeek: widget do maisgasolina.com]
O widget apresenta informação do interesse de quem se preocupa com o preço dos combustíveis: a audiência alvo do Mais Gasolina. Útil e relevante e, ainda por cima, gera links. Excelente.
Outra forma de linkbait são os trackbacks. A inclusão de trackbacks nas páginas dos sites oferece visibilidade a bloggers que comentam essa mesma página a partir dos seus blogues: normalmente um link de volta para a sua própria página com algum texto no espaço dos comentários, que o visitante interessado poderá seguir ou não, por exemplo:

Mais importante, o trackback poderá funcionar como um excelente incentivo ao link, como já percebeu o Público. Mais tráfego directo dos blogs, interesse dos bloggers pelos artigos do jornal, links e posicionamento nos motores de busca. Será o linkbait melhor do que chocolate?
No outro dia vi outro exemplo da adopção dos trackbacks como ferramenta para promover um site junto de bloggers: o Adegga oferece visibilidade aos bloggers que identifiquem os vinhos nas suas páginas através de um código próprio ou de um link.
Já a implementação deixa algo a desejar: julgo importante dar visibilidade à url do blog na página da Adegga em vez de um redireccionamento via um link interno do Adegga; o uso das frames é, na melhor das hipóteses, infeliz (um exemplo aqui).
*A história é absolutamente comovente, leia que não dará o seu tempo por mal entregue. O que mais me espantou foi o tempo que demorou para a história conquistar a atenção da blogoesfera: 3 meses. Se houvesse ali uns botões para submeter a história ao Digg, Stumbleupon ou Del.icio.us…
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