NYTimes rende-se à Web
Tal como meia blogoesfera já observou a edição diária e parte do site do New York Times pode, desde ontem, ser acedido gratuitamente na sua totalidade, incluindo boa parte do arquivo. O jornal abandona a subscrição dos conteúdos premium, experiência que durou 2 anos e especula-se que o Wall Street Journal lhe possa seguir os passos muito em breve. Gostaria de realçar esta frase no jornal:
What changed, The Times said, was that many more readers started coming to the site from search engines and links on other sites instead of coming directly to NYTimes.com.
Perante um conjunto quase ilimitado de fontes à sua escolha, a esmagadora maioria dos leitores do jornal não reconheceu valor à subscrição paga e o NYT percebeu finalmente que o futuro da sua edição online passa pela abertura de conteúdos e monetização através da publicidade. Em vez de combater moinhos de vento, o jornal alavanca a sua autoridade através da blogoesfera, fóruns e os sites em geral para obter ainda mais visitantes, directamente ou pelos motores de busca (já aqui notei o SEO agressivo do jornal).
Se os conteúdos de um dos jornais mais reputados estão agora livremente na web (e cada vez mais nos resultados dos motores de busca), existe alguma razão para que outros jornais mantenham edições fechadas para assinantes ou em formatos que nada se prestam à navegação e à experiência do utilizador? Refiro-me concretamente ao Público, Bola e Rádio Renascença, se bem que possa haver outros. Não estará na altura de repensar a estratégia das edições em linha e, aproveitando a oportunidade, prestar atenção ao SEO?
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