Canonical URL - nova tag para conteúdos duplicados
Na passada quinta-feira, Google, Yahoo e Microsoft anunciaram conjuntamente a tag Canonical. Esta nova tag destina-se a prevenir a indexação de conteúdos duplicados pelos motores de busca, normalmente criadas automaticamente pelos CMSs.
Imaginemos um site com um gestor de conteúdos que cria automaticamente, para cada artigo, as seguintes paginas:
- uma página para o artigo com um layout normal do site;
- uma página para impressão essencialmente com os conteúdos do artigo;
- uma página para divulgação, como a que cria o plugin partilhar.
Estas páginas podem ser geradas por um blog wordpress, mas normalmente os problemas de conteúdos duplicados ocorrem noutros sistemas mais complexos, como em lojas de e-commerce. Atente-se no exemplo do anúncio no Google Webmaster blog:
product.php?item=swedish-fish
product.php?item=swedish-fish&category=gummy-candy
product.php?item=swedish-fish&trackingid=1234&sessionid=5678
Estas três páginas reproduzem essencialmente o mesmo conteúdo, pelo menos no que aos motores de busca diz respeito. A nova tag canonical indica aos motores e busca a) qual delas devem indexar e b) a qual devem creditar os links externos.
O uso da tag dará uma pista aos motores de busca sobre qual a página que vem indexar e creditar. Todavia, para que tal aconteça os conteúdos devem ser iguais ou muito similares, a versão canónica tem a url mais curta e os parâmetros da url são de uso generalizado (como &, ? e %).
Isto exclui, por exemplo, as páginas de comentários geradas opcionalmente pelas novas versões do wordpress.
Uso da Tag Canonical
A Tag deve ser indicada no cabeçalho do artigo, apontando para a página canónica do artigo. A forma será a seguinte:
< link rel="canonical" href="http://www.marketingdebusca.com/artigo/canonical-url-tag/" >
Os motores de busca indicam que usarão a tag como uma sugestão forte. Havendo outros sinais apontando em sentido diferente poderão optar por indexar outra ou mais do que uma versão do mesmo conteúdo. Poderão encontrar mais informação sobre esta nova tag no SEL.
Ps: Para os que se sobressaltaram com a referência ao plugin partilhar: o link criado no site é nofollow e a página de divulgação noindex.
A tag Canonical permite somente creditar o artigo original por algum eventual (e extremamente raro) link externo para a página com url &akst_action=share-this.
Google Japão com Pagerank penalizado
Pode parecer hilariante, mas é puro génio de relações públicas:
A equipa do webspam do Google puniu o site google.co.jp , através de uma redução do Pagerank, depois de este ter comprado críticas pagas em vários blogs locais. Essas críticas desrespeita(va)m as políticas do Google ao introduzir nas entradas links válidos para os bots.
Foi esta a forma relativamente inócua que o Google encontrou para minimizar o dano na sua imagem. Seria uma chatice se outras empresas cometessem um deslize desta natureza e desconfio que o google não seria tão suave.
Ou se as pessoas se começassem a interrogar sobre as práticas agressivas da empresa em mercados onde não segue atrás da concorrência - no Japão o Yahoo lidera. Críticas pagas em blogs com declaração de interesse , com link seguido ou não (nofollow), não são exactamente “white hat” no que toca à apregoada transparência para com os utilizadores finais.
Segurança no Wordpress: Plugin wordpress firewall
Nas últimas 24 horas houve pelo menos duas tentativas de ataque a este blog. Uma partiu através de um servidor malaio a outra de um IP da netcabo identificado como estando no norte do país - e devidamente reportado às autoridades e ao ISP.
Ambos os ataques foram inviabilizados pelo wordpress firewall, o plugin de segurança que instalei recentemente.
Por razões de segurança apaguei parte da URL na mensagem deixando visível apenas a parte final: FROM wp_users where id=1/*: o utilizador 1 é o admin criado por defeito na instalação e que normalmente tem permissões de administrador. Isso facilita o trabalho dos criminosos.
Se ainda não o fez crie uma segunda conta com permissão de administrador e altere o admin para autor ou editor. Isso será o suficiente para inviabilizar a maior parte destes ataques automatizados.
Em 2009 as injecção de links e ataques a websites serão cada vez mais frequentes. Este plugin, conjuntamente com o wordpress db backup, é obrigatório em qualquer instalação.
Previsivelmente irracionais
A esta hora provavelmente o leitor já sabe que na tarde de sábado os resultados do Google exibiram, durante quase uma hora, alertas aos utilizadores “Este site pode danificar o seu computador”,
Nesse período, quase 100 visitantes chegaram a esta entrada à procura por informações sobre o alerta do Google. Destes, apenas uma pequena minoria chegou pelo Google. Cerca de três quartos dos visitantes chegaram através do sapo, yahoo, live/msn e até do altavista.
Quem presta atenção aos motores de busca sabe que normalmente é ao contrário. A esmagadora maioria dos visitantes chega pelo Google. Esta informação espicaçou a minha curiosidade e tento agora perceber a racionalidade dos utilizadores.
Quem procurou no Google terá rapidamente percebido que todos os sites estavam “marcados”. Uma abordagem racional rapidamente permitiria concluir que se todos os sites estavam marcados então provavelmente os avisos seriam inúteis, correcto?
No entanto, muitos poucos se atreveram a clicar nos resultados ou a continuar após a página tampão do aviso [há uma página intermédia do Google que avisa o utilizador de possíveis consequências em continuar.]
Frustrados com a provação dos resultados do Google muitos visitantes terão encontrado nos outros motores de busca uma solução mais cómoda, sacrificando a familiaridade e qualidade associada aos resultados.
Será a comodidade a única explicação para esta súbita mudança de comportamento? Depois de ter lido durante a semana Predictably Irrational, provavelmente o melhor livro que li nos últimos anos, eu atrevo-me a sugerir que há nesta mudança algo de irracional (e previsível): os utilizadores não avançam perante o duplo aviso do Google não porque acreditem no aviso ou por comodidade mas porque há algum mecanismo de defesa em funcionamento que os impele a procurar outras soluções.
No fundo, nunca será possível eliminar completamente aquela pequena dúvida que subsiste: e se este site está realmente infectado? O utilizador prefere estar paz com a sua consciência na certeza do desconhecido, perante a incerteza insolúvel.
E o que tem isto a ver com o marketing nos motores de busca? Muita coisa, mas por agora é apenas um pretexto para vos convencer a dar uma olhadela ao livro, às suas conclusões e a um interessante série da da BBC, The people Watchers, de onde foi extraído o seguinte vídeo:
No pbwiki há um resumo do livro. Para mim foi o suficiente para me convencer a comprar.
Os links para o Público…
Este gráfico dos links dos blogs para os principais meios de comunicação nacionais fala por si. Os links para o Público superaram as minhas expectativas mais optimistas:

Twingly no Público
Note-se que foi precisamente em Março que o Público anunciou links para blogs nos seus artigos. Na altura, o João José comentava acertadamente Devias ter colocado este artigo na categoria “SEO”.
O Público soube conquistar a atenção dos bloggers e, através destes, dos seus leitores. Note-se que nas suas páginas surgem apenas parte dos links, isto porque frequentemente os seus artigos são citados em mais do que cinco blogs. Saiba ainda que os “links” do público não têm qualquer influência no posicionamento do Google ou em outros motores de pesquisa.
Depois de o António Granado ter partilhado este gráfico a concorrência não tem nem tempo nem desculpa para não seguir o exemplo do Público.
Modo infalível para saber se foi penalizado pelo Google
Queres saber se o teu site está penalizado pelo Google? Corre a verificar o Pagerank da seguinte url:
[Como era de esperar esta fórmula deixou de funcionar no dia seguinte.]
Continue a ler: Modo infalível para saber se foi penalizado pelo Google
Metatags no blogspot
Na semana passada um leitor deixou uma questão na entrada sobre meta tags:
Tenho uma duvida sobre as meta tags no blogspot! uns dizem que é melhor colocar, e outros dizem que é melhor não colocar e deixar por conta do próprio google seria verdade isso?
Muitos dos textos e manuais sobre SEO aconselha ao uso incondicional de meta tags e até o próprio guia de optimização do google faz referência ao mesmo. Todavia, o guia é taxativo quando refere explicitamente em criar meta tags descriptions únicas para cada página.
Ou seja, há sites e CMSs em que é melhor não utilizar meta tags.
Continue a ler: Metatags no blogspot
Twitter no plugin Partilhar
Gostaria que os visitantes do seu blog pudessem twittar os textos do seu blog com um simples clique?
Há já algum tempo que o plugin Partilhar estava a precisar de uma actualização e do Twitter veio a motivação que eu procurava. A nova versão da extensão para Wordpress Share this em português -partilhar chama-se agora Partilhar.
Para lá do Twitter, inclui dois novos sites sociais de língua portuguesa e coloquei o link para o Facebook em posicão relevante (prognóstico: até ao final de 2009 o Fb ultrapassará o hi5.)
O novo nome resolve também o problema das actualizações e confusões com o plugin original. Até à versão anterior da extensão o Wordpress exibia uma “nag” a sugerir à actualização do plugin para a versão internacional, o que deixa de acontecer.
A versão 2.0 do plugin foi testada na última versão do wordpress (2.7). Clique para descarregar.
P.s:Já tem o plugin partilhar instalado?
Deixe o seu link aqui ou envie @marketingbusca.
O valor relativo de um link no blogroll
Quanto vale um link no blogroll de um blog para subir no Google? Ou no rodapé de um sítio? Muito pouco, a fazer fé no que é reportado nos blogs de SEO.
Nestas coisas há sempre um mas. Vejam os resultados de uma busca pelo nome de um dos blogs portugueses mais mediáticos no google.pt:
Continue a ler: O valor relativo de um link no blogroll
Aumente as vendas de Natal com o Adwords
As vendas de Natal ficaram aquém do esperado, o stock em armazém é uma dor de cabeça? A compra de presentes de Natal pode já ter passado, mas no país vizinho até aos primeiros dias de Janeiro é vindima.
Os comerciantes das áreas fronteiriças sabem disto e estão preparados. Comerciantes de outras localidades, desde que não muito longe da fronteira, também podem atrair turistas espanhóis se usarem as ferramentas correctas.
Em Espanha, ao contrário do que sucede em Portugal e na maior parte da Europa, a troca de presentes decorre pelos “Reyes”, ou seja, daqui a duas semanas. Porque não piscar o olho a “nuestros hermanos” com um bom incentivo para cruzar a fronteira? Por exemplo, um desconto* precoce sobre alguns dos produtos mais apelativos ou um generoso loss leader…
A forma mais simples de atrair especificamente os clientes espanhóis é através do Google Adwords: basta criar anúncios localizados geograficamente para as áreas mais próximas do país vizinho, ou de todo o país no caso das lojas online, tendo por alvo os produtos em promoção.
O anúncio deve conduzir até uma landing page que explique, àqueles que ainda o não saibam, porque as “rebajas de navidad han enpezado en Portugal” e que hajam mapas e informação precisa de como chegar até ao estabelecimento. Não vá o cliente distrair-se com outras ofertas.
A oferta em si terá de ser tal capaz de justificar a deslocação ou a campanha será inútil. No caso das lojas online certifique-se que a mercadoria chegará ao destino atá ao dia 5 de Janeiro e que os custos suportados pelo cliente não ofuscam a poupança.
*Com agradecimento ao Sérgio Matias.
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